Regiões DOP

Em Portugal, encontramos seis zonas de Denominação de Origem Protegida (DOP) para azeites. A classificação DOP significa que o azeite foi feito de acordo com as regras estipuladas no caderno de especificações referentes a: variedades de azeitona, condições de apanha e transporte para o lagar, condições de laboração e características do produto final.

Denominação de Origem Protegida de Moura
A região de Moura, na margem esquerda do rio Guadiana, é muito conhecida pela produção de azeite, e a Denominação de Origem Protegida Azeite de Moura encontra-se consagrada pelo uso. Não é por acaso que o povo diz: “Tão fino como azeite de Moura.” O azeite desta região, proveniente da associação das azeitonas Cordovil de Serpa, Galega Vulgar e Verdeal Alentejana, resulta muito frutado, amargo e picante, sendo de cor amarelo-esverdeada.

Denominação de Origem Protegida do Alentejo Interior
Na outra margem do rio Guadiana, na região dos azeites do Alentejo Interior, existem condições de solo e clima muito particulares, resultando num ambiente natural que privilegia o desenvolvimento da oliveira. É uma região com uma gama de solos variada, todos ricos em cálcio e potássio, que influencia o porte e a produção de azeitona. O azeite tem cor amarela dourada ou esverdeada, aroma frutado suave de azeitona madura e/ou verde e outros frutos, maçã e/ou figo, nomeadamente, transmitindo uma forte sensação adocicada.

Denominação de Origem Protegida do Alto Alentejo
Nos azeites do Alto Alentejo, provenientes de algumas freguesias de Évora e dos concelhos de Estremoz, Borba e Reguengos de Monsaraz até Elvas, Campo Maior e Portalegre, a Galega Vulgar – predominante – junta-se à Carrasquenha e Redondil. Os azeites, que aliam os frutados das variedades com sensações fortes de maçã e outros frutos maduros, são ligeiramente espessos, com cor amarelo-ouro, por vezes esverdeados.

Denominação de Origem Protegida do Ribatejo
Na região do Ribatejo, a variedade que impera é a Galega Vulgar, aliando-se à Lentisca apenas em Torres Novas. Esta é a região dos azeites doces.

Denominação de Origem Protegida da Beira Interior
Nesta região, a Galega Vulgar junta-se à Bical e à Cordovil de Castelo Branco, na Sub-Região de Azeites da Beira Baixa, dando origem a azeites complexos de aroma e sabor. Mais a norte, onde a Galega Vulgar é por vezes substituída pelas variedades Carrasquenha, Cobrançosa, Carrasquinha e Cornicabra, encontramos a Sub-Região dos Azeites da Beira Alta, que confina com o rio Douro, onde existe um elevado número de variedades.

Denominação de Origem Protegida de Trás-os-Montes
Já no distrito de Bragança, predomina o cultivo da variedade Negrinha de Freixo. Aqui começa a DOP de Trás-os-Montes, que se estende por Alfandega da Fé, Vila Flor até Valpaços e Murça, passando por Mirandela. No clima e nos solos de xisto da Terra Quente, as azeitonas Madural, Cobrançosa e Verdeal Transmontana, dão azeites muito finos e complexos, com odores acentuados de frutos secos. Sendo azeites equilibrados, apresentam uma sensação notável de doce, verde, amargo e picante.

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